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Recolha: a diversificada estatuária do Parque D. Carlos I
Letreiro da fachada da Fábrica Bordallo Pinheiro, concebido a partir de peças modulares de azulejo
Construção do logótipo, explorações
Pictogramas para sinalética, a partir dos caracteres bordalianos
Pictogramas identificativos de cada palco
Desdobrável com programa e mapa do recinto
Website
Brochura/guia de sobrevivência
Outdoor
Teaser, com uma perninha do camarada Ricardo de Sousa
Campanha, pt.1: cartazes
Campanha, pt.2: variantes do cartaz genérico, adaptadas a diferentes estilos
O bling-bling FDP, numa sessão fotográfica com o Tiago
Trabalho escolar
2013
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Festival do Parque

Trabalho escolar
2013

Evento
Conceito e grafismo de festival de música prospectivo

Trabalho colaborativo com a Marta Almeida

          O desafio deste projecto, a ser desenvolvido por um designer de ambientes e dois designers gráficos, centrava-se em elaborar uma ideia para um festival de música — de Verão — destinado a acontecer no Parque D. Carlos I das Caldas da Rainha. Portanto: criar uma marca e planear gráfica e espacialmente a sua primeira edição. No nosso entendimento, a resposta deveria ser o mais específica possível, própria para este parque e irrepetível noutro sítio qualquer.

          Depois de anos a viver nas Caldas e a passar diariamente pelo Parque D. Carlos, este é o momento da primeira observação atenta do recinto. Interessa-nos imediatamente a variedade estupenda, mesmo contraditória, das partes do parque, e dos elementos de cada parte: de vegetação, de espaços de lazer e sugestões de experiências, de estátuas, vasos, e uma série de outros artefactos... claramente indicadores de décadas e décadas de história, e do contributo, mais ou menos propositado, de muita gente. É um parque romântico, em tempos bem frequentado pela burguesia chique que rumava às termas.

1. O nome

Festival do Parque é absolutamente descritivo, logo nada pretensioso ou partidário. Acreditamos, no que diz respeito à designação, que a maneira de abraçar a diversidade de registos do festival é a simplicidade. É directo: é um festival que ocorre num parque.

Com o desígnio de concorrer directamente com outros grandes festivais de Verão, a sua celebridade pode trazer ao Parque D. Carlos a conotação de O parque de Portugal. Memorizável, tanto o festival, como o parque.

Parque por si só já subentende a ideia de contacto com a natureza, de passeio, de lazer, também pode sugerir um espaço de entretenimento, diversões. Entende-se parque como recinto destinado a uma grande variedade de actividades.

2. Referências gráficas

Ao longo da extensão do parque, distribui-se uma colecção valiosa de escultura. As peças pertencem a momentos da história da arte muito diversos, tal como os estilos da figuração, e conferem ao parque uma espécie de aura humanista, poética, até boémia, um pouco como se cada obra encerrasse uma parte da alma do parque, ou a colecção toda fosse um clube de mascotes assombradas. Registámo-las todas.

E claro, uma flora generosamente variada, que deu num herbário.

Por outro lado, a herança cultural das Caldas da Rainha é, até internacionalmente, demasiado importante. (E para mim o Rafael Bordalo Pinheiro é deus.) Pois, Bordalo: interessa? como fugir ao cliché? onde se cruza a identidade do festival com a bordalada? Talvez fosse irrealista pensar o projecto sem passar por aqui.

3. Letreiro/Logótipo

Mesmo encostado ao parque, permanece ali bastante escondido o edifício que reza FAIANÇAS ARTISTICAS – FABRICA BORDALLO PINHEIRO na fachada. Confirmámos com a directora de arte que o letreiro da sua estimada fábrica é da autoria do próprio Bordalo Pinheiro. Não nos foi facultado o molde das letras (muito provavelmente porque não existe, mas não foram claros connosco), construídas através da junção de peças de cerâmica modulares, o que atribui um certo rigor ao letreiro insólito. Bem, fotografámos de maneira a ficar a entender o suficiente sobre as peças para, segundo a mesma lógica, as desenhar digitalmente e desenvolver as letras em falta nas palavras FESTIVAL DO PARQUE.

Ora, agora já temos o nível de Bordalo mínimo permitido por lei! Acrescentámos ao letreiro o logótipo da marca Sagres de forma a simular o realismo da proposta (optámos pela versão anterior à contemporânea de 2013), de modo a funcionar como naming partner.

4. Pictogramas

Os pictogramas foram construídos inteiramente a partir das letras de Bordalo Pinheiro, tendo sido depois ajustado o peso das suas peças, de forma a garantir alguma uniformidade.

5. Materiais de comunicação diversos

6.1 Campanha, Parte I

A campanha publicitária do FESTIVAL DO PARQUE comporta dois momentos. O primeiro pretende encetar o contacto entre a marca e o público. Se imaginarmos que o evento ocorre em Agosto, a primeira fase começa no fim do ano anterior para apanhar o Natal, e pode durar até Maio. Consiste principalmente no surgimento pontual de anúncios com as confirmações do alinhamento que vão chegando à produção do evento.

6.2 Campanha, Parte II

O apelo do FESTIVAL DO PARQUE não pretende chegar a um só tipo de público. O seu programa é estilisticamente variado, o espaço idem, e para celebrar a diversidade e comunicar com cada "tribo", desenhámos versões do cartaz com estilos gráficos diferentes que devem funcionar em simultâneo. Não temos receio que a imagem do festival seja confundida, ou que deixe pessoas a questionar-se se BB King virá duas vezes a Portugal no mesmo ano. Não achamos que a nossa imagem perca força pela sua incapacidade de se tornar fixa porque, e acima de tudo, é essa variedade o conceito-mãe de toda a marca do festival.

7. O bling-bling do FDP

A pinta do Tiago era do que a gente precisava para dar uma cara ao festival. Fizemos umas fotografias com o bling-bling personalizável do FESTIVAL DO PARQUE. A gente não chegou a fazer o alfabeto todo, e foi por isso que aqui o Tiago passou a ser o Silva.

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● Pergulhos

Marca
Pessoal/trabalho escolar,
2013

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● Comunicar Design XI

ESAD.CR
Evento/Trabalho escolar com aplicação real, 2013-14

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