
Patana
Explorações para uma identidade
Projecto musical de Marco Cunha
● Esta é a crónica de um trabalho... falhado? Em 2021, entre os achaques dos sucessivos confinamentos obrigatórios — que por esta altura estavam longe de ser novidade —, e acontecimentos biográficos para lá de duros, fiz um trabalho de exploração gráfica curioso que gosto de apresentar. O músico Patana, autor e produtor de canções numa linha r&b muito pessoal, andava por esta altura em busca de uma linha visual para acompanhar o lançamento da sua primeira canção fechada, «Rosa Flor». Depois de ter trabalhado com outro designer, com resultados aquém dos esperados, alguém lhe passou o meu contacto. Aceitei e durante várias semanas peguei no trabalho apenas durante os intervalos, sem linhas-mestras, abrindo a cada investida novos caminhos. Ora, qualquer aspirante é ensinado na primeira hora do perigo deste tipo de prática: apresentar muitas hipóteses a um cliente — como se de um serviço de customização de templates, ou gerador de imagens AI (muito lento) se tratasse... mas foi este catálogo que lhe entreguei. O passo seguinte, dado o entusiasmo do cliente, seria encontrar uma síntese entre várias propostas que, por incapacidade e súbita indisponibilidade minha, não chegou a ver a luz do dia. Felizmente, encontrou a melhor resposta no contacto seguinte.
● Para esta exploração, trabalhamos muitas vezes com imagens cedidas pelo cliente (as fotografias de um busto, entre panos) e o meu arquivo de recolhas pessoal. Foi também oportunidade para experimentar (samplar) alguns projectos tipográficos experimentais da Cooperativa (meus e do Pedrokas).

Capa do catálogo de propostas
1. Caligrafias















2. Papel rasgado









3. Recortes




4. Blackletter + pixel
Blackletter, ou caligrafia gótica, é o nome que comummente se atribui a um tipo de desenho de letras usado pela Europa ocidental desde aproximadamente 1150 até ao século XVII. Continuou a ser usada frequentemente na Dinamarca, e na Alemanha, Estónia e Letónia até aos anos 40 do século passado.




5. Blackletter + Agrandir
Agrandir é um tipo de letra da foundry Pangram Pangram.






6. Klute + grotesk
Klute: https://www.myfonts.com/fonts/alias/klute/. Grotesk é a mais popular das subclasses de tipos de letra não-serifados. Refiro-me, nestes logótipos, à letra ‘a’.


7. Diplomática
Diplomática foi o nome que dei a um tipo de letra decorativo/experimental que desenvolvi durante o curso de Design Gráfico, em 2015, a partir do qual criei estes letreiros “metaleiros”.



8. Embala
Embala é a resposta do meu irmão Pedro ao enunciado do qual resultou a minha “Diplomática”, 6 anos depois. Deu-me total liberdade para usar estas letras em trabalhos.


9. FFF de Fábrika
FFF de Fábrika é um exercício de tipografia experimental — letras construídas a partir de fragmentos de digitalizações várias, sobretudo pequenas peças mecânicas como porcas e anilhas. Também é da autoria do Pedrokas. Usamos muito grafismos um do outro.





10. Caligrafia geométrica







